O trigésimo oitavo campeonato brasileiro de velas classe lazer foi mais que um evento
foi um murmúrio de classe das ondas tranqüilas do velho Chico
e um sussurro requintado do hálito de Deus que soprava calmamente
as brancas velas na trilha sonora das musicas cuidadosamente escolhidas
Pela SEDETUR.
Em um pais de musica-produto, em que todo evento é um festival
de pornografia musical que direciona nossos destinos para o abismo
da “pior musica da ultima sema de todos os tempos”, é de se regozijar
e de se louvar que tanto as músicas do som mecânico, o grupo de catira
e do samba enxuto de A FINA FLOR DO SAMBA foram impecáveis
não houve nenhum vacilo para que o sistema devorador abocanhasse o evento.
E quem pensava que o povo gosta é de porcaria se enganou
O povo gosta daquilo que lhe é dado;
Todo mundo ouviu, dançou, cantou junto, se divertiu e não sentiu falta do
“Teloismo podre”. O povo não precisa do “Ah,se eu te pego” para sobreviver.
Um momento mágico foi quando a pedidos A FINA FLOR DO SAMBA cantou
Bezerra da Silva; um dos vocalistas cantou três musicas
E depois pediu desculpas às autoridades.
Isso nos remete ao passado quando Bezerra foi preso por fazer uma arte de vanguarda
E continua incomodando ate depois de morto.
Fico imaginando meus textos daqui há trinta anos
alguém vai pedir desculpas à sociedade depois de Lê-los.



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