JAMAIS DUVIDE DO SISTEMA
Qua, 04 de Agosto de 2010 18:44
José Amaro da Silva
“Já ta tudo armado, é o jogo dos caçadores canibais Mas o negocio é que ta muito bandeira, ta bandeira demais...” Como Rauzito já dizia; já tava tudo combinado. Assim como decidiram que a grande seleção francesa a qual nunca ganhara uma copa, iria ganhar a de 98, assim fizeram com a Espanha agora em 2010.
Em 98 existia um jogador que estava voando, era um fenômeno, ele iria atrapalhar os planos do “monstro sist.”, então deram um jeitinho nele. Já em 2010 não convocaram nenhum fenômeno (de propósito) forjaram nas arbitragens e nos cartolas quando estes convocam os técnicos e jogadores por conseqüência. São decisões sutis, quase que imperceptíveis. Mas são os detalhes que decidem jogos com jogadores tão previsíveis. É claro que o Brasil poderia montar quatro seleções e as quatro chegariam á semifinalistas, mas, já obedecendo as determinações do esquema, o burro, (quero dizer o técnico) chamou os piores jogadores e nenhum atuava no Brasil. Ao contrario de Holanda, Alemanha, Espanha e Uruguai que quase todos atuavam em seus países. De todos os brasileiros que foram á copa poderíamos escalar entre as quatro seleções brasileiras semifinalistas apenas: Ramires, Lucio, Ruan e Gomes.
Não foi convocado um craque de referência, um fenômeno, aquele jogador decisivo que na última hora brilha e decide o jogo; como foram: Pelé em 58; Garrincha em 62, Jairzinho em 70, Romário em 94 e Ronaldo em 2002. É papo furado que Ronaldo tava velho, tinha mais de trinta. Cloose tinha mais de trinta, Forlan o melhor jogador da copa tinha mais de trinta.
O “monstro sist.” que sempre forja tudo motiva também a violência quando deixa passar faltas violentas sem nenhum cartão e ao mesmo tempo pune quem chuta a bola depois do apito; quem pratica a reclamação (ato inerente ao ser humano) Ora, qual é mais violento machucar o adversário ou reclamar? (muitas vezes com razão) a reclamação deveria ser um dispositivo legítimo via capitão de cada equipe. Uma das maiores incoerências dos últimos tempos foi a cabeçada que Zidane deu no adversário e como punição ele ganhou como o melhor jogador daquele ano. (a violência foi premiada)
Para arrematar, a copa de 2014 já está sendo alinhavada nas entranhas do sistema; mais uma vez não vão escalar os melhores. Vão encher de milionários do exterior obedecendo á modismos do marketing. Já foi decidido que a disputa ficará entre Holanda e Portugal.
COPA DE 2010 SEM O FENOMENO?
Qua, 12 de Maio de 2010 17:29
José Amaro da Silva
Todo baiano torce pelo Corinthians. Todo cearense torce pelo Vasco. Todo mineiro de Juiz de Fora torce pelo Flamengo. Qual a explicação? È a força da mídia martelando nos cérebros sem formação.
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CARNAVAL RAIZES COM ESCOLA DE SAMBA
Qui, 04 de Março de 2010 20:27
José Amaro da Silva
Este projeto realizado fará com que a comunidade deixe de ser mero instrumento de manobra do consumo tão somente como expectadora de um produto que nos custa caro e passe não só a produzir como se tornar o próprio espetáculo. Que o turista não venha aqui para descarregar estrume físico de toda espécie, mas passe a encarar o carnaval como um espetáculo a ser admirado e respeitado. Que o dinheiro trazido pelo turista não seja levado pelas bandas da Bahia deixando o comércio local numa ressaca comercial. Mas que possamos forjar nossas próprias bandas valorizando nossos artistas locais. Que contemos nossa história, nossa cultura, do nosso estado, do nosso país através dos samba enredos. Alem de gerar empregos diretos e indiretos. Gerar riquezas, divulgar o município de forma digna, resgataremos o carnaval das mãos do lixo musical, e do estigma que carnaval é álcool, drogas e prostituição. Carnaval tem por obrigação ser cultura, ser educação, ser informação. ABRIL 1. Envolver no projeto a Secret. Educação por se tratar de um evento cultural-educativo. 2. Fazer parcerias e fechar com empresas que queiram colocar suas marcas veiculadas no evento que será um produto nosso, de Três Marias. 3. Reunir com as escolas públicas e entidades de cada bairro para montar da própria comunidade, uma comissão organizadora para inicio dos trabalhos; recrutamento, criar o símbolo e a bandeira da escola, dar nome na escola de samba ex: Escola de samba do São Geraldo, Unidos do Joaquim de Lima, Grêmio Recreativo do Ipiranga, etc. MAIO 1. Concurso entre os artistas de qual será a logomarca do evento CARNAVAL RAIZES. 2. As escolas de samba criarem o samba enredo sobre alguma história da nossa cidade, região ou país. Com uma abordagem cultural educativa. 3. Passar copia do samba enredo para as secretarias, para aprovação. Quantos componentes, o nome da agremiação, o símbolo, etc. 4. Escolas de samba receberão cada uma, 5.000 reais em créditos para a compra de material e instrumentos da bateria. (material esse que fará parte do patrimônio da escola de samba posteriormente registrada. O poder publico pagará todo o material dentro dos limites de cinco mil reais mediante as notas e após o desfile apresentado. 5. Ensaios durante os meses de: junho, julho e agosto.
SETEMBRO Apresentação. A escola campeã receberá o titulo daquele ano, uma premiação e uma obra no bairro votada pela comunidade do próprio bairro. Premiações também para o segundo e o terceiro lugares. O desfile terá inicio na av. Santos Dumont e terminará na praça de eventos para ser um evento de rua para todos e o final ter um respaldo financeiro para custear os gastos.
José Amaro da Silva.
PRÉ-SAL (PÓS-SAL)
Ter, 19 de Janeiro de 2010 16:49
José Amaro da Silva
Já dizia minha avó: “os rios sempre correm para o mar”. Às vezes fico refletindo no que diz a voz da ordem nacional: “esse pais é rico.” Então questiono: nas mãos de quem está a riqueza?
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Carnaval e corretor, um mata, o outro enterra!
Qui, 07 de Janeiro de 2010 19:30
José Amaro da Silva
(SEGUNDA PARTE) Todo ser vivo que reúne seus organismos, suas defesas e estratégias de crescimento lhe é imposto um fardo e estabelecido um confronto; os animais tem os carrapatos, as plantas tem as pragas, o homem tem as bactérias e vírus e as cidades tem os políticos e os corruptos de toda espécie. O município sempre foi pratico em termos de compra e venda de imóveis; hoje se encontra inviável alem de viver num patamar irreal de preços impostos pela ditadura absurda e criminosa da “especulação imobiliária.” Estão sendo ditadas aqui as vértebras de uma cidade de primeiro mundo com preços fantasmas acima de cidades como: BH, Curvelo, São Paulo, Patos de Minas entre outras. Outro dia alguém que ainda pensa me questionou: “- No programa do GUGU, todo mundo que volta pra sua terra ganha uma casa nos valores de cinco, dez e até quinze mil reais. Outro dia uma família que morava dentro de uma Kombi ganhou uma linda casa na cidade turística de São Roque, com varanda, gramado na frente e jardim no valor de vinte mil reais. Porque vinte mil em Três Marias não se compra um barracão de zinco?” Eu que já vinha divagando sobre o fenômeno fantasmagórico entendi a preocupação do amigo, pois é verdade que alguém muito ligado a mim havia comprado um prédio de três pavimentos na capital de São Paulo por cento e cinqüenta mil; sendo que em Três Marias esse valor é uma casinha velha na rua Minas Gerais. Porque isso acontece? Será que não há um órgão que regulamente isso? Ou estamos destinados ao caos? Uma cidade pequena, sem empregos, sem recursos vale mais que uma capital? Um aluguel na rua Matozinhos é mais caro que um aluguel na Afonso Pena (BH) ? Fomos investigar. Alguns falam que é pelo fato de a cidade ser turística. Mas Tres Marias não é mais turística de que BH, Patos de Minas, São Paulo. Descobrimos então que há uma diferença entre: “valer” e “estar pedindo” A casinha velha da rua Minas Gerais estava sendo vendida pela dona por vinte mil, mas o corretor a convenceu a entregá-lo para negociá-la por cento e vinte mil reais. Descobrimos que o vizinho da esquerda tem uma casa um pouco melhor e diz: se a dela vale cento e vinte, a minha vale duzentos. O vizinho da frente tem um prediozinho e diz: se essa ai vale duzentos o meu vale duzentos e cinqüenta. E assim vai. Mesmo não valendo nem um décimo disso, no sub-consciente passa a valer. Criam-se valores irreais, absurdos, irreversíveis que enterram a cidade em um cemitério clandestino para ativar a concorrência dos maus corretores, esses valores criminosos, de tanto martelar no dia-a-dia acabam se fixando como reais iludindo os donos dos imóveis tornando a cidade inviável.
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