(SEGUNDA PARTE)
Todo ser vivo que reúne seus organismos, suas defesas e estratégias de crescimento lhe é imposto um fardo e estabelecido um confronto; os animais tem os carrapatos, as plantas tem as pragas, o homem tem as bactérias e vírus e as cidades tem os políticos e os corruptos de toda espécie.
O município sempre foi pratico em termos de compra e venda de imóveis; hoje se encontra inviável alem de viver num patamar irreal de preços impostos pela ditadura absurda e criminosa da “especulação imobiliária.”
Estão sendo ditadas aqui as vértebras de uma cidade de primeiro mundo com preços fantasmas acima de cidades como: BH, Curvelo, São Paulo, Patos de Minas entre outras.
Outro dia alguém que ainda pensa me questionou:
“- No programa do GUGU, todo mundo que volta pra sua terra ganha uma casa nos valores de cinco, dez e até quinze mil reais. Outro dia uma família que morava dentro de uma Kombi ganhou uma linda casa na cidade turística de São Roque, com varanda, gramado na frente e jardim no valor de vinte mil reais. Porque vinte mil em Três Marias não se compra um barracão de zinco?”
Eu que já vinha divagando sobre o fenômeno fantasmagórico entendi a preocupação do amigo, pois é verdade que alguém muito ligado a mim havia comprado um prédio de três pavimentos na capital de São Paulo por cento e cinqüenta mil; sendo que em Três Marias esse valor é uma casinha velha na rua Minas Gerais. Porque isso acontece? Será que não há um órgão que regulamente isso? Ou estamos destinados ao caos?
Uma cidade pequena, sem empregos, sem recursos vale mais que uma capital? Um aluguel na rua Matozinhos é mais caro que um aluguel na Afonso Pena (BH) ? Fomos investigar. Alguns falam que é pelo fato de a cidade ser turística. Mas Tres Marias não é mais turística de que BH, Patos de Minas, São Paulo. Descobrimos então que há uma diferença entre: “valer” e “estar pedindo”
A casinha velha da rua Minas Gerais estava sendo vendida pela dona por vinte mil, mas o corretor a convenceu a entregá-lo para negociá-la por cento e vinte mil reais. Descobrimos que o vizinho da esquerda tem uma casa um pouco melhor e diz: se a dela vale cento e vinte, a minha vale duzentos. O vizinho da frente tem um prediozinho e diz: se essa ai vale duzentos o meu vale duzentos e cinqüenta. E assim vai. Mesmo não valendo nem um décimo disso, no sub-consciente passa a valer. Criam-se valores irreais, absurdos, irreversíveis que enterram a cidade em um cemitério clandestino para ativar a concorrência dos maus corretores, esses valores criminosos, de tanto martelar no dia-a-dia acabam se fixando como reais iludindo os donos dos imóveis tornando a cidade inviável.














Existe no mercando uma lei que se chama "Lei da oferta e da procura", ela que determina os valores de determinados produtos como imóves, aluguéis, etc...se alguém compra um imóvel por um determinado valor foi o mercado imóbiliário que assim o determinou e não culpa de corretores. Quanto ao valor dos imóves tem que se levar em conta o valor do terreno, materiais de construção e mão de obra(1 pedreiro e 1 servente ganham 100,00 por dia em 10 dias já se foram 1.000,00) então não existe mágica para praticar os prêços citados pelo Sr. Amaro.