A ilha do Mar Doce está há cinco quilômetros da Vila Cemig. O melhor jeito de chegar lá é de barco. Não tem energia elétrica, um gerador é ligado ao final do dia. A geladeira é a gás. São 110 hectares, de terras, mais de 90 por cento preservadas pelo proprietário Vicente Resende.
Quando a reportagem do JTM chegou à ilha, estavam sendo plantadas mais de 400 mudas de várias espécies nativas, em uma área de quatro mil metros. Acerola, jambo, genipapo, araticum, caju do mato, araçá, baru, cagaita, goiaba, cajá-manga, amora, tamarindo, murici, pimenta de macaco, entre outras.
O plantio de árvores frutíferas tem o objetivo de garantir alimento para os animais durante a seca e o período chuvoso, depois que a ilha foi escolhida pelo IBAMA – Instituto Brasileiro do Meio Ambiente – para implantar um projeto inédito de soltura de animais silvestres.
- A idéia é fazer o resgate da fauna e da flora do cerrado – declara Vicente entusiasmado.
Mais de 300 animais já foram soltos na ilha: araras, maritaca, papagaio, pássaro preto, sabiá, trinca ferro, canário chapinha, curió, bicudo, pintassilgo, corujão, jacu e tamanduá. Cinco por cento permanecem em volta da casa, como é o caso da arara de nome Lara e seu parceiro, além de alguns papagaios. São mansos, vivem no quintal e freqüentam a mesa do almoço sem a menor cerimônia. Lara aprendeu a falar com o papagaio e repete tudo que aprende.
O caso de Lara é muito interessante: um cidadão capturou duas araras, fez exame da DNA e comprovou que era um casal. Tentou que reproduzissem em cativeiro. Eram criadas em casa e o IBAMA apreendeu os animais. O antigo dono implorou para acompanhar a ida deles para a ilha do Mar Doce. - Ficou na frente do viveiro de aclimatação observando e depois foi embora chorando. O viveiro de aclimatação é um espaço de passagem, de readaptação dos animais. Tem oito metros de comprimento, três de largura, e 4,5 metros de altura. Nele existe uma janela de escape de um por um metro. Mesmo com a janela de escape aberta duas maritacas e um sabia insistem em morar no viveiro. Saem e voltam - explica Vicente Resende.
Existem mais dois filhotes de arara canindé sendo criados com autorização do IBAMA, em uma casa em Três Marias com alimentação especial, até que atinjam a idade de um ano.
Vicente espera que em dez anos consiga equilibrar o sistema ambiental da ilha.
“Quero criar um nicho de alimento e abrigo para que estes animais possam fazer os seus ninhos e reproduzir. Esta é a minha expectativa e o meu sonho” – encerra Vicente Resende.
Fonte : Jornal de Três Marias
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2012-01-16 11:27:44 |187.127.37.xxx| ANÕNIMO
PARABENS VICENTE, POR ESTÁ PROTEGENDO NOSA FAUNA BRASILERIA,ESTA É UMA PROVA QUE VOCE VAI GASTAR NOSSO DINHEIRO PUBLICO EM PROL DO NOSSO POVO,PORQUE VOCE VALORIZA TANTO NOSSOS ANIMAIS,IMAGINO EU QUE O SER HUMANO VAI TER TODO VALOR QUE MERECE,PORQUE ATÉ AGORA OS NOSSOS GESTORES SÓ ESTÃO PREOCUPANDO COM ASFALTO,ESQUECERÃO SAÚDE ,SANEAMENTO BASICO,EDUCAÇÃO E O ESPORTE,ESTAMOS COM VOCE EM AGORA EM 2012.











prefeito quando é que os seus subordinados irá tampar os buracos que fizeram no asfalto para passar as mangueiras dos enfeites de natal, uma vez que o natal acabou faz tempo, e os buracos continuam.