Durante o Carnaval, os pescadores amadores devem ficar atentos às restrições à atividade estabelecidas pela legislação estadual. Durante o período da folia — 14 a 17 de fevereiro —, a pesca em Minas Gerais permanece com limitações, em função do período da piracema,
Em Minas Gerais, as restrições da pesca foram definidas pelas Portarias 197,198 e 199 do Instituto Estadual de Florestas (IEF), publicadas em 16 de outubro de 2009. O período da piracema estabelecido nas portarias começou no dia 1º de novembro do ano passado e termina no próximo dia 28.
O biólogo do IEF, Marcelo Coutinho Amarante, observa que somente na bacia do rio São Francisco a pesca de espécies nativas é permitida, ainda assim respeitando a quantidade e o tamanho dos peixes retirados dos rios. “Nas bacias do leste do Estado e nas dos rios Grande e Paranaíba só é possível a pesca de espécies exóticas”, afirma.
“Os pescadores amadores devem portar a carteira de pesca, emitida pelo IEF ou pelo Ibama, pescar somente em locais permitidos e utilizar apenas os petrechos autorizados, como anzol, chumbada, linha, vara, molinete, e carretilha”, observa Marcelo Coutinho. “É importante que os pescadores, além da carteira, portem o Documento de Arrecadação Estadual comprovando o pagamento da taxa referente à licença”, observa. O não cumprimento da lei pode levar a apreensão dos petrechos, dos peixes capturados e até aplicação de multas.
A carteira de pesca pode ser obtida nas unidades de atendimento do IEF em todo o Estado ou pelo site do IEF (www.ief.mg.gov.br). A taxa para retirar a carteira é de R$ 23,57 para pesca em barrancos de rios e R$ 53,10 para pesca embarcada. Ele lembra que a carteira deve ser renovada anualmente. Aposentados e pessoas com mais 65 anos estão isentos do pagamento. No site do IEF também estão disponíveis os tamanhos e quantidades permitidos para a captura.
Marcelo observa ainda que os pescadores devem ter cuidado redobrado com a segurança enquanto estiverem nos rios. “Nessa época de chuvas intensas, é importante ficar sempre atento a possíveis cheias e, quem pratica a pesca embarcada, utilizar coletes salva-vidas que é um equipamento obrigatório”, assinala.
Piracema
Durante a piracema, os peixes, cansados após percorrerem vários quilômetros para desova, tornam-se presas indefesas e extremamente fáceis de serem capturadas. O fenômeno acontece todos os anos, coincidindo com o período das chuvas. A palavra piracema é de origem tupi e significa “subida do peixe”.
O período da piracema é fundamental para a reposição das espécies que vivem nos rios, barragens e represas do Estado. Os peixes de piracema também são conhecidos como peixes migradores, e chegam a nadar centenas de quilômetros em poucos dias. Dentre os mais conhecidos estão o dourado, o surubim, o jaú, a curimatá, a piramutaba e a piracanjuba.














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