Dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) mostram que, na região Sudeste, a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) possui a maior média de duração nas interrupções do fornecimento de energia e no número de vezes que o problema acontece. Com isso, lidera o ranking da região de pior prestadora do serviço.
De acordo com os números da Aneel, os mineiros atendidos pela Cemig chegam a sofrer com até sete apagões por ano . O tempo em que a população fica às escuras também é alarmante: são 14 horas, em média, a cada interrupção. Os números são de setembro deste ano.
Em segundo lugar no ranking aparecem a Light, do Rio de Janeiro, e a Espírito Santo Centrais Elétricas (Escelsa), do Espírito Santo. As duas registram, em média, seis apagões por mês com duração de até nove horas. Já em São Paulo, a Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL) tem cinco interrupções com duração de seis horas, em média.
A Aneel mede a qualidade do fornecimento de energia elétrica das concessionárias com base em dois indicadores, o DEC (Duração Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora) e FEC (Frequência Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora).
O DEC indica o número de horas, em média, que um consumidor fica sem energia elétrica e o FEC aponta quantas vezes, em média, houve interrupção na unidade consumidora.
O belo-horizontino tem sentido na pele a realidade dos números. Foi o que aconteceu no último dia 16, quando um temporal de apenas 30 minutos deixou 140 mil consumidores às escuras por cerca de 17 horas.

Usina da cemig na cidade de Três Marias














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